Os números falam por si

Cavaco Silva, director de campanha da direita, foi à Bulgária dizer que partilha do optimismo do Governo porque «os números falam por si». Pois falam mesmo:


Mitos da direita sobre educação

Participei recentemente num debate sobre Educação. Não sendo possível transcrever a discussão muito participada, aqui ficam os 7 mitos da direita que procurei desmontar numa intervenção inicial um pouco prolongada e que, quando tiver tempo, desenvolverei num artigo:

  1. Mito do facilitismo (ideologia do Cratês).
  2. Mito de que temos muitos licenciados («país dos doutores e engenheiros»). 
  3. Mito de que temos qualificações a mais para o mercado de trabalho. 
  4. Mito de que estamos a formar para o desemprego. 
  5. Mito de que não há relação entre aumento da formação e crescimento do PIB. 
  6. Mito de que mais formação não garante melhor emprego. 
  7. Mito de que a nossa emigração é altamente qualificada. 

Cruzados, estes mitos conduzem à degradação da escola pública e da educação como agente de mobilidade social. Um governo de esquerda deve garantir, a todos, mais oportunidades de estudo e de credenciação desses estudos.

Sim, há alternativa

Foi hoje apresentado o cenário macroeconómico alternativo solicitado pelo PS.

O estudo resulta de um trabalho sério e estruturado (link para pdf) que apresenta medidas que o PS pode ou não incluir no seu Programa de Governo. Certo é que apontam um caminho radicalmente oposto ao que foi aplicado pela direita, valorizando o trabalho e os rendimentos para uma economia decente. Sim, é possível uma governação de esquerda.

Aqui ficam as principais medidas em diferentes áreas.

Outra vez a TSU










Em 2012, o Governo de Passos/Portas decidiu baixar a TSU para as empresas e aumentá-la para os trabalhadores. Tratava-se de uma vergonhosa transferência de recursos do trabalho para o capital.

O Governo foi obrigado a recuar pela maior manifestação popular desde 1974. Hoje, de forma muito clara, Passos anunciou que se for reeleito vai baixar os custos laborais para as empresas. Outra vez. Isso não é IRC, é TSU.

Depois não digam que não foram avisados.

Lições gregas

Participei recentemente num debate promovido pela JS Viseu sobre as lições gregas para a esquerda europeia. Eis algumas de que falei para estimular o debate:
1. A primeira lição é aprender a lição: a social-democracia entrou em crise porque foi parte da crise.
2. Os partidos também morrem.
3. A maior responsabilidade de um partido é com o seu ideário.
4. Os socialistas têm de tomar a dianteira no combate ao senso comum da direita: combate contraintuitivo.
5. São necessários programas reformistas de esquerda (trabalho, fiscalidade, reversão de privatizações).
6. Se os tratados não servem as pessoas, mudam-se os tratados.
7. O fim dos sectarismos dá a maioria à esquerda.
8. Sem internacionalismo não há solução.
9. Com o euro pode não haver solução.

Apoio à coligação na Câmara do Porto


















Reuni hoje com Rui Moreira na qualidade de presidente do PS Porto, confirmando o apoio à coligação que governa a cidade. Esse foi um dos eixos que apresentei aos militantes do Porto, recebendo um apoio expressivo que agora transmiti ao presidente da autarquia. Fiz-me acompanhar do Manuel Pizarro e do Gustavo Pimenta, respectivamente líderes do PS na Vereação e na Assembleia Municipal.

O PS Porto continuará a trabalhar colocando sempre em primeiro os interesses da cidade.

A ideologia da pobreza

«(...) O Estado paga, no máximo, 178,15 euros por titular de RSI; 89,07 por cada um dos outros adultos que existam no agregado; 53,44 por cada criança. Ora, um casal com duas crianças recebe no máximo 374,1 euros de RSI. “Para o Governo é este o montante mensal necessário e suficiente para uma família com esta composição satisfazer as suas necessidades básicas”, sublinha Cláudia Joaquim, lembrando que os critérios de acesso à prestação são apertados e a medida envolve assinatura de contrato de inserção social que implica todos os membros.

 Já às instituições particulares de solidariedade social (IPSS), o Estado paga 2,5 euros por cada refeição fornecida pelas cantinas sociais. Conforme o protocolo, podem as refeições ser fornecidas até duas vezes por dia, sete dias por semana. Quer isto dizer, nas contas da economista, que uma IPSS pode receber até 600 euros por mês para fornecer almoço e jantar a um casal com dois filhos e ainda cobrar 1 euro por refeição.»

Mais aqui.