O capital sem pátria

A fina linha que separa a ética da lei: a dona da Jerónimo Martins passou a totalidade do capital para uma subsidiária na Holanda. Os seus trabalhadores, à semelhança de todos os trabalhadores, não podem transferir salários e subsídios para outros países.

Os liberais vão justificar esta decisão com os argumentos de sempre, seguindo a mesma lógica dos que defenderam a tributação dos rendimentos do trabalho isentando os rendimentos de capital. Neste caso, os resultados de parte do consumo dos portugueses nas empresas da Jerónimo Martins serão devolvidos em impostos ao Estado holandês.

Não há muitos meses, justamente a propósito do presidente da Jerónimo Martins, Sócrates referiu que não basta ser rico para ser bem-educado. Pelos vistos, patriota também não.

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