O Governo que não aceitava aumentos de impostos

Enquanto Portugal se aproximava de uma situação crítica com um governo minoritário no furacão da crise internacional, Pedro Passos Coelho empenhou os seus esforços domésticos em denúncias demagógicas, invariavelmente centradas no aumento de impostos e no «ataque à despesa».

Passos Coelho
Após ter chumbado o PEC IV e assim contribuir decisivamente para que Portugal ficasse na mira especulativa, sem alternativas à ajuda externa, vale a pena lembrar que o Governo que Passos Coelho lidera já entrou para a história do país por ter feito o maior aumento da carga fiscal no menor período de tempo. Numa listagem não exaustiva, longe disso, aqui ficam alguns exemplos sob os auspícios do novo ano:

  • Introdução de um tecto máximo de deduções à colecta para os escalões mais baixos e eliminação das deduções para os escalões mais elevados.
  • Introdução de um tecto máximo para a dedução de despesas de saúde.
  • Alteração das deduções com encargos para habitação própria e permanente.
  • Tributação de todos os subsídios monetários auferidos (desemprego, maternidade, etc.).
  • Sobretaxa extraordinária de 3,5% sobre todos os rendimentos.
  • Tributação de 50% do subsídio de Natal ou da prestação adicional correspondente ao 13.º mês de todos os trabalhadores portugueses.
  • Aumento do IRC.
  • Aumento generalizado do IVA.
  • Aumento das taxas de IRS e do imposto pela diminuição de abatimentos à colecta.
  • Aumento da Contribuição de Serviço Rodoviário.
  • Aumento das taxas do Imposto Único de Circulação.
  • Aumento das taxas moderadoras na Saúde.
  • Alargamento à electricidade do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos
  • Aumento da derrama.
  • Redução do valor do subsídio de alimentação excluído de tributação de IRS, bem como dos vales de alimentação.
  • Tecto de 5 IAS na dedução de encargos com seguros nas profissões de desgaste rápido.
  • Extorsão de subsídios de Férias e de Natal para os funcionários públicos em 2012.
  • ...

Quem se lembra da história do Governo que não aceitava aumentos de impostos?

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