
Passos Coelho foi a França dizer que «ninguém, no Governo, aconselhou os portugueses a emigrarem».
As suas declarações surgem no dia em que o INE confirmou que a emigração dos portugueses, sobretudo dos mais jovens e mais qualificados, cresceu uns impressionantes 85% num ano.
Ora, acontece que Passos Coelho, como habitualmente, está a mentir. O Governo fez da absurda política de emigração forçada uma bandeira e repetiu-o várias vezes:
- «Miguel Relvas voltou a defender que a juventude portuguesa tem na emigração um melhor futuro».
- «Secretário de Estado aconselha emigração aos jovens»
- «Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados»
- ...
A emigração, por si, não é nenhum problema. Torna-se uma tragédia quando surge como inevitabilidade devido à incapacidade do Governo em implementar políticas que criem oportunidades e alternativas dentro do país.
Pior: é duplamente estúpido e economicamente irracional investir na formação de jovens que vão contribuir para a qualificação e competitividade de outros países.
O Governo começa agora a perceber o erro que cometeu. Tarde de mais. Passos mente e só reforça o sentimento de revolta em todos os que viram o seu país apontar-lhes a porta da rua.