Centralismo a alta velocidade

Há cerca de um ano escrevi que o fim do TGV, tal como anunciado pelo Governo, não tinha racionalidade económica.

A anunciada suspensão do projecto mais parecia antecipar uma estratégia de desigualdade regional na concretização do projecto:

«Tenho sérias dúvidas que haja uma efectiva suspensão, perspectivando-se antes uma inaceitável transferência de fundos para privilegiar Sines em detrimento de outras opções, em particular no Norte.»

Ora, soubemos ontem que o Governo se prepara para «relançar» o projecto do TGV na linha Lisboa/Madrid, esquecendo que ele não se circunscrevia  nem ao sul nem a Sines.

Depois de tudo o que o Governo disse e fez, esta proposta é um insulto à nossa inteligência e um desrespeito para todo o país. Os agentes do Norte, as suas empresas e forças políticas, não podem ficar indiferentes a este centralismo a alta velocidade.