Conselho de Estado



E pronto. Acabou agora, ao fim de 7 horas, o Conselho de Estado. Os canais de notícias dão directos bocejantes. A pátria que dorme já não ouviu as conclusões dos conselheiros que foram apresentadas por um diligente secretário do aconselhado, mas os mercados, que não cumprem horas extra e em breve se erguem no Sol Nascente, já soçobravam na expectativa de saberem o que pensa Portugal do mundo em 2014. Pensa 5 parágrafos redondos, menos de um por hora mesmo descontando a introdução. E é isso.

Já nós devíamos pensar sobre o sentido e significado destas reuniões entre o monástico e o monárquico. Basicamente, sabemos que um grupo de homens se reuniu para debater o país, sem que ninguém saiba ao certo o que se passou, como se passou e qual o impacto do que se passou para todos nós ao abrigo do estado vigente. É pouco democrático e nada transparente. Nestes tempos de crise do regime, precisamos de mais, de muito mais, do que a simpática boa noite do secretário do conselho.