Os abusos da Câmara Municipal de Gaia


















Ao longo das últimas semanas têm vindo a avolumar-se os sinais de desespero e desnorte da candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal do Porto.

A sua campanha tem sido errática. Vive num estado de permanente bipolaridade em relação aos tribunais, ao mesmo tempo que apresenta um vendaval de megalomanias que procuram criar uma sofreguidão mediática para tapar os muitos problemas de origem: a ausência de propostas reais para a cidade do Porto, o desastre que deixa em Gaia, a cisão entre PSD e CDS e as crescentes divisões, cada vez mais visíveis, no interior do próprio PSD Porto.

Por outro lado, Luís Filipe Menezes continua a utilizar a Câmara Municipal de Gaia como plataforma de combate político para a sua candidatura ao Porto. Depois dos pareceres pagos pela Câmara de Gaia para defender a sua candidatura e das centenas de milhares de euros que têm sido gastos com publicidade em jornais de grande tiragem, Luís Filipe Menezes ultrapassou o cúmulo da decência ao mandar o seu número dois na autarquia de Gaia assinar um comunicado para atacar as posições do candidato do PS à Câmara Municipal do Porto.

Note-se que a candidatura do PSD não emitiu um comunicado de imprensa, como seria lógico e natural. Ao invés, usou dinheiro dos contribuintes, num contexto de fortes restrições orçamentais, para defender as posições políticas do seu candidato.

Ironicamente, este tipo de abusos cometidos pela Câmara de Gaia são o melhor argumento para defender que a lei de limitação de mandatos impede mesmo a candidatura de Menezes a outra autarquia. Se assim não for, estamos a limitar o caciquismo mas não o clientelismo.

O delirante Menezes demonstra que a interpretação da lei circunscrita ao território e não à função (como está na lei) não impede nenhum vício nem assegura a renovação das práticas e dos protagonistas: pelo contrário, agrava todas as promiscuidades.

Os juízes estão certamente atentos. Cada anúncio da Câmara de Gaia é mais um anexo para defender a posição dos que defendem a ética da República.

Artigo publicado no jornal «Ponto Norte».