Sucedem-se as notícias sobre problemas e falhas graves no nosso Sistema Nacional de Saúde, demonstrando que os cortes massivos estão a colocar em causa cuidados básicos:
- Atrasos de muitos meses e até anos nos exames de diagnóstico, nomeadamente colonoscopias, condenaram doentes ao desenvolvimento de formas agressivas de cancro que não foram detectadas prematuramente.
- Em Carnaxide, uma idosa acamada com leucemia ficou sem acompanhamento médico e de enfermagem durante 5 meses.
- A tuberculose voltou a crescer no Norte após 10 anos de recuo.
- A Ordem dos Médicos aponta falta de camas hospitalares e de contratação de pessoal.
- Um doente ficou 50 horas à espera de internamento no Hospital de Santo António.
- Médicos e enfermeiros do Algarve denunciam falta de luvas, seringas e outro equipamento essencial.
- Ambulâncias paradas por falta de funcionários.
- Administradores dos IPO alertam para falta de pessoal.
- O Hospital de Santo António sem fotoquimioterapia há mais de um mês.
- ...
Outros dados, como a mortalidade infantil e os transplantes (que já liderámos a nível mundial durante a governação do PS), confirmam que o SNS está a dar um grito de SOS.
Pela primeira vez desde 1974, estamos a recuar nos padrões ocidentais de saúde pública que conseguimos conquistar com tantas dificuldades.
Ou acudimos ao SOS do SNS ou ficaremos apenas com o primeiro.
Ou acudimos ao SOS do SNS ou ficaremos apenas com o primeiro.
