Normalidade democrática

A reposição dos feriados é essencial para a recomposição da normalidade da vida nacional. O PS esteve bem ao apresentar de imediato essa proposta no Parlamento: obrigou Portas a falar de uma apressada restauração da restauração do 1 de Dezembro (o 5 de Outubro é esquecido pela irrevogável imaturidade ideológica) e fez com que o Governo, que abdicou de 2 feriados civis, desse 2 incoerentes tolerâncias de ponto. Alguém compreende? Ninguém.

A abolição dos feriados foi um crime de lesa-pátria. Fez com que um Governo do nosso país assimilasse o discurso xenófobo e serôdio sobre a preguiça nos países do Sul - no nosso - e confirmou as teses ignorantes sobre o falso excesso de feriados na comparação com os outros países europeus. Este Governo agrediu-nos de muitas formas e essa foi mais uma, que obviamente carregou os custos da crise sobre o trabalho (uma opção dominante), ferindo a identidade nacional. Foi um exercício gratuito de violência simbólica.

O PS demonstra que vai percorrer o caminho da normalidade constitucional e democrática, acabando com a deriva radical que a direita impôs ao país. No próximo ano teremos redobrados argumentos para celebrar a independência e a República. É esse o caminho.

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