Os dados são da CCDR-N: desde 2008 a região Norte injectou, em média, cerca de mil milhões de euros por ano na economia nacional. Foi também a região que mais contribuiu para darmos a volta à crise: o contributo da região para a balança de transacções do país atingiu um superavit de 5122 milhões de euros entre 2008 e 2012.
Cruzando estes dados com décadas de fundos estruturais perdidos e com a bota centralista que agrava as desigualdades de rendimento e o desemprego na região, percebe-se a dupla desigualdade em relação ao Norte. É preciso ir mais além. Algumas possibilidades:
- redistribuição de uma % do superavit comercial através de investimentos no OE e noutros programas-quadro (para o Norte e para todas as regiões que cumpram os indicadores);
- gestão independente das infraestruturas regionais;
- linhas a fundo perdido para combater o desemprego;
- isenções e benefícios para as empresas da região;
- quotas para as empresas da região nas compras centrais do Estado;
- posteriormente, repensar o próprio quadro fiscal para particulares e empresas.
Só parece impossível até começar a ser feito.










