As sondagens não devem ser sobrevalorizadas. São afectadas por muitos factores metodológicos (serem ou não baseadas em chamadas para residências com telefone fixo, presunção de abstenção para NS/NR, etc) e políticos, muitos deles imprevisíveis no actual contexto.
Mas nenhum actor político deve ficar alheio às sondagens elaboradas com seriedade, porque várias sondagens revelam a orientação do eleitorado e as tendências de evolução de uma candidatura. Neste contexto, vale a pena comparar as intenções de voto em Luís Filipe Menezes para o Porto.
Tem tudo a seu favor: os recursos da Câmara de Gaia para fazer campanha, muito dinheiro, uma imprensa genericamente domesticada (para dizer o mínimo), um Governo a ajudá-lo, várias agências de comunicação, a notoriedade acumulada e a ganga da obra em Gaia, décadas de visibilidade mediática, um Big Brother de famosos para as juntas de freguesia, promessas e mais promessas (Bolhão recuperado num ano com parque de estacionamento e quiçá alcatifa, 50 mil habitantes que não conseguiu após 16 anos em Gaia, muitas pontes e um túnel, o paraíso na terra).
Só parece que lhe começa mesmo a faltar a intenção de voto dos portuenses.
