Economia alemã ganhou 101 mil milhões em excedentes desde 2006 e é o país que mais rouba crescimento a Portugal.
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As contas das ajudas à banca
Ajudas públicas à banca totalizaram o valor impressionante de 592 mil milhões de euros entre 2008 e 2012. Desses, um quarto foi para a Alemanha.
Merkel não estudou a matéria
Merkel disse que Portugal tem licenciados a mais.
Uma estupidez épica que tem apenas uma justificação: cumprir o sonho de um país-quintal, de camareiras para os turistas e de exportação de mão-de-obra barata para a Alemanha e outros países. É o tipo-ideal da direita do Norte que encontra diligentes parteiros na direita do Sul.
Acontece que nem uns nem outros sabem o que dizem. Ou talvez sim.
Alemanha, o doente da Europa
Bom artigo do Telegraph sobre o abismo em que a ortodoxia alemã lançou a Europa e que vai inevitavelmente abater-se sobre a Alemanha.
«German model is ruinous for Germany, and deadly for Europe».
A narrativa sobre a crise
Vale a pena ler e voltar a ler esta entrevista.
Trata-se de um ex-conselheiro de Durão Barroso que acompanhou de perto o desastre da resposta à europeia à crise a forma como a direita - hegemónica - conduziu o continente para o abismo social.
É a história da história da crise.
Sobre o autoritarismo de Berlim
E assim se continua a destruir o projecto europeu. O Ministro das Finanças alemão foi ao Parlamento Europeu dizer que se os deputados cumprirem a sua função - e, entre outras coisas, reforçarem uma união bancária à imagem da Europa e não de Berlim - irá vetar o projecto final.
Com uma força baseada na fraqueza (e no enfraquecimento) de todos os restantes países, a Alemanha continua a agredir a União e a confundir defesa de um interesse nacional (o seu) com autoritarismo face aos interesses dos outros países.
Não vai acabar bem.
Dissidências no Consenso
A união bancária é a nova disputa do Consenso de Berlim.
A Alemanha ditou todas as regras que foram criticadas pelo Parlamento Europeu, voltou a minimizar a solidariedade financeira na UE e a Ministra das Finanças - citada na imprensa internacional - foi uma das vozes críticas juntamente com outros países do Sul, abrindo brechas na posição do Governo sobre esta matéria.
De resto, o debate das dissidências faz-se já no seio da própria Comissão Europeia pela voz do responsável pela área do Trabalho:
Indiferente a tudo isto, Passos Coelho mantém a fleuma dos seus lugares comuns ideológicos.
Apenas homens

Hitler chegou ao poder na Alemanha há 80 anos. Foi acompanhado por homens de carne e osso que não vieram de um qualquer planeta distante. Eram filhos de um tempo, de um ideal, de uma obediência colectiva. Lembram-nos que as fragilidades da democracia e da natureza humana continuam a ser o nosso fantasma.



