Reestruturar para viver

Só na primeira metade de 2014, o Estado português pagou mais de mil e cinquenta milhões de euros (1050000000) em juros e comissões à troika. Não é ajuda, é pilhagem. A reestruturação é o caminho. Assumir a impossibilidade de Portugal pagar a dívida agravada pelo desastre económico da austeridade, criando buracos dentro de buracos num país mais pobre e exaurido, é não só uma inevitabilidade como um crescente acto de lucidez, ponderação e sensatez.

Mais tempo, menos dinheiro, mais austeridade

O Governo andou durante meses a evitar reconhecer o inevitável: que teria de prolongar a maturidade dos empréstimos.

O facto de não o ter feito mais cedo faz com que o resultado da estratégia de não ter pedido mais tempo seja efectivamente pedir mais tempo, mas com menos dinheiro e mais austeridade.